quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Papo com o pescador.


Subi no barco.
Era um desses dias de verão e estava tudo calmo na Baía de Todos os Santos.
E o pescador: 
- Olha como isso aqui é bonito. Me traz uma paz sem tamanho.
- Esse povo vive falando dessas tristezas do mundo. Eu sei, mas olha como isso aqui é bonito. Repara bem.
Nessa hora uma tartaruga passou em baixo do barco e depois subiu pra pegar um ar.
E ele continuou:
- Tá vendo moço, que felicidade ver o bicho direto da natureza, sem aquário, sem nada.
- A gente tem que aprender a ver que tem muita coisa pra nos fazer feliz por aí. É só olhar direitinho que tem.
Eu, adorando o ensinamento, falei:
- É que a gente tem essa mania de ficar se ancorando em algumas tristezas.
Ele, com um sorriso singelo no rosto:
- Então vamos navegar. Agora sem âncoras.
Silenciamos.
Era só o vento no rosto, balançar do barco e o pensamento: "Agora sem âncoras."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Carnaval de nós.

Criamos juntos um jeito novo de nos amanhecer,
de forma mais límpida, mais leve.
O amor nunca deixou de sorrir pra nós,
e disso eu sei, que de uma forma ou de outra,
nunca vai deixar.
Nesse momento da caminhada nossos passos se encontram,
as vezes, meio atrapalhados talvez, mas ensinam a nossos
pés a caminharem sempre juntos.
Já as nossas mãos, feitas com um encaixe perfeito
uma da outra, com uma precisão divina, almejam-se
como o dia almeja a luz, a se segurarem
quando o fraquejar vem por mera
força do destino.
E os corações, esses dois tietes do peito,
no silêncio devastador do nosso abraço
podem enfim, curtir o carnaval de nós
juntos e completam-se perfeitos
nessa nossa - só nossa -
festa de amor/amar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Deixa.

Deixa assim: O amor por si nascer. Deixa entrar, deixa
fluir, deixa só ser por ser. É de amor bom que eu falo, sem medo de
ser feliz.
Ah! e aquele orgulho velho e desbotado, deixa ele pra lá! Por que
quando ele entra pela porta da frente o amor foge pela dos fundos.

Meu clichê sobre Janela

Deixo a janela sempre aberta.
Já entrou inverno e já entrou verão.
Já entrou ventania que derrubou retratos,
desarrumou tudo por dentro e fez brotar
lembranças boas,sempre boas.
E a janela continua aberta, e vai ficar.
Pelo menos até que apareça um motivo que me faça abdicar
dos ventos, da luz esclarecedora desse nosso dia,
dos amores que ainda virão.
Ou seja, nada e nem ninguém
é razão pra tamanha desistência.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Gente.

Eu quero é gente de mais carne e osso,
de essência transbordando atráves da pele,
gente com menos eu-robô e com mais eu-ser.
Gente de mais amor, gente de mais sorriso.
Gente que mente menos o que sente,
gente que sente mais do que mente.
Afinal, é disso que precisamos:
Gente mais Gente.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O passo.

Apresso o passo.
Qual o preço?
Qual o prazo?

Quem sabe no abraço da prece
Talvez em um canto qualquer.
O certo é que todos merecem.
Mas na verdade, o que é?

E quem souber que seja audaz
Pra nos contar o seu segredo
Pra que todos não tenham medo
Quando ouvir falar da Paz.